O candidato finalista declinou, e agora?

Imagine que a sua empresa teve um grande trabalho no processo de divulgação de uma vaga, na triagem dos currículos, na convocação para entrevista, nas análises técnicas e comportamentais ou até mesmo contratou uma empresa especializada para encontrar o candidato ideal mas, o profissional desistiu da vaga… Essa é uma situação bastante frustrante para quem conduz processos seletivos, pois a desistência implica em estender o prazo da contratação do zero.

E por que os candidatos desistem? Os motivos podem ser inúmeros e diversos! Casos como, receber uma proposta com salário maior e mais benefícios de outra empresa, a demora no feedback do processo seletivo, processos com muitas e demoradas etapas, má reputação da empresa, falta de identificação com o ambiente ou a cultura da empresa, divergência de informações entre o que constava no anúncio da vaga e o que foi dito pelo entrevistador, dentre outros motivos, são as causas mais frequentes de desistência.

Em uma pesquisa feita com 500 profissionais pela plataforma de recrutamento e seleção InfoJobs, foram levantadas informações sobre o comportamento dos candidatos frente aos processos seletivos. Para 70,2% dos respondentes, a reputação da marca empregadora é um fator importante ou muito importante para aceitar uma proposta de emprego. A maioria dos respondentes da pesquisa informaram que fazem busca por páginas de opinião e redes sociais sobre a empresa antes de tentar uma vaga. Nesta mesma pesquisa, aponta que 43,8% dos entrevistados reclamam da falta de feedback, sinalizando que essa é uma das piores frustrações em um processo seletivo. 26,4% dos respondentes disseram também, que não gostam de processos seletivos com muitas etapas. Esses índices, nos ajudam a entender alguns dos motivos das desistências dos candidatos.

Buscar informações sobre a motivação de um candidato deixar a seleção é um fator primordial para melhorar todos os aspectos do processo seletivo. Mas, uma vez que o candidato declinou, o que fazer? Seguem três dicas importantes:

1 – Reavalie os candidatos finalistas

A sua “short list”, ou seja, os 2 ou 3 candidatos que foram aprovados e chegaram à etapa final, que denominamos os finalistas, certamente possuem muitos pontos fortes que se aproximam do perfil ideal. Verifique novamente o perfil de cada um deles e avalie se a desclassificação pode ser reconsiderada. Alguns quesitos técnicos que não foram atingidos por completo, por exemplo, podem ser sanados com treinamento. Tente verificar se os candidatos finalistas ainda estão disponíveis e veja se existe possibilidade de uma “segunda chance”. Os que permaneceram no processo seletivo certamente ficaram engajados, então, resta saber se o perfil pode se aproximar do que a vaga exige.

2 – Reavalie o perfil da vaga

Verifique se existe algo no perfil que pode ser flexibilizado para que o tempo de busca do profissional seja otimizado. Muitas vezes a descrição do perfil é supervalorizada, o que demanda um tempo muito maior na seleção. Seja mais prático ao definir o perfil ideal e não solicite skills que não serão cruciais na rotina da função. É importante na divulgação da vaga inserir somente as habilidades essenciais para o cargo e coerentes com a jornada de vida do profissional. Isso fará com que você encontre profissionais com mais assertividade e principalmente velocidade, já que você já perdeu um tempo importante depois que seu candidato ideal declinou.

3 – Faça uma pesquisa do motivo da desistência

Saber o que fez com que o seu candidato ideal declinasse traz informações valiosas para buscar melhorias no processo e na estratégia da gestão de pessoas. Avaliando o caso com cuidado, a empresa pode descobrir, por exemplo, que o pacote de remuneração não está atrativo com o mercado ou que a maneira como as etapas foram definidas é longa demais. É muito importante lembrar que o candidato também está avaliando a empresa, assim como a empresa analisa todos os aspectos do perfil do candidato. Toda a experiência do candidato durante o processo seletivo impactará na sua percepção da marca. Um candidato que rejeitou a vaga porque não teve uma boa experiência, pode se recusar a participar de outros processos com sua empresa e até mesmo difamar ela, influenciando os que estão ao seu redor com uma opinião negativa sobre a organização. Por isso, é imprescindível pensar no candidato como se fosse um cliente e garantir sua satisfação. O feedback dos candidatos, assim como os dos colaboradores, é uma ferramenta poderosa para rever aspectos que podem ser melhorados no processo seletivo e empresa no geral, evitando mais desistências.

Desistências também podem indicar que o candidato não teve fit cultural com a sua empresa, o que é positivo, afinal, você quer encontrar um candidato que realmente irá se adaptar ao ambiente da empresa, certo? Então não desanime! Se for necessário, reinicie o processo e ganhe experiência com as desistências buscando melhorias contínuas!




Gostou? Compartilhe!

Deixe sua opinião.

Você também pode gostar de ler:

Capa Evoluir News

Edição 006

Nesta edição: 4 dicas preciosas para reduzir o Turnover Pérolas do RHA candidata desinibida Assessment comportamental, minha equipe precisa? Deu na MídiaPL pode determinar divulgação

processo demissional

Como conduzir um processo demissional?

Como já dizia Peter Drucker, grande consultor administrativo e professor, “As pessoas são contratadas por suas habilidades técnicas, mas são demitidas pelos seus comportamentos”. Por isso, escolher o teste comportamental certo no Recrutamento e Seleção é essencial para identificar qual perfil profissional é melhor para o cargo e para a empresa naquele momento, além de dar pistas sobre o match cultural.